Ilha
Anchieta: águas calmas e claras, mergulho garantido.
Ubatuba
oferece muitas opções de mergulhos para amadores e
profissionais. Para os iniciantes mergulhar na Ilha Anchieta, com
6 a 8 metros de profundidade é uma verdadeira descoberta
de um mundo novo e multicor.
Na praia do leste, a 10 metros de profundidade, foi colocada, em
15 de novembro de 1997, uma estátua de Jacques Costeau em
homenagem ao grande navegador e oceanógrafo, falecido a 25
de junho do mesmo ano. A imagem tem 1,80m de altura, pesa cerca
de 300kg. Na ocasião foi batido o recorde mundial com 222
mergulhadores autônomos, que acompanharam a colocação
da escultura ao fundo. Os mergulhadores mais experientes preferem
locais como a Ilha da Vitória, Rapada, Parcéis, e
muitos outros com profundidade de 15 a 40 metros. No verão
a visibilidade média é de 10 a 20 metros e no inverno
de 5 a 15 metros com temperatura entre 18 a 24 graus.
A rica fauna marinha com seus peixes como garoupa, badejo, anchova
proporciona grandes emoções. Os mais ferozes como
o tubarão são encontrados ocasionalmente em mergulhos
noturnos na ilha das Palmas. Nos Parcéis o mergulhador experiente
encontra a melhor opção. A vida ali é bastante
selvagem e muita correnteza com profundidades em torno de 40 metros.
Localizada
a 600 metros do continente, a Ilha Anchieta reúne em sua
paisagem componentes contrastantes. A beleza das praias de águas
límpidas, o antigo presídio e o Projeto Tamar são
as principais atrações do local, que na alta temporada
recebe turistas diariamente. Além disso, e um dos fatores
mais importantes para torná-la um verdadeiro paraíso
ecológico, em 1977 foi criado o Parque Estadual da Ilha Anchieta,
abrangendo quase mil hectares de Mata Atlântica, que foi repovoada
com animais silvestres, com o objetivo maior de preservar a fauna
e a flora originais do local.
Apesar da pesca ser proibida, as sete praias da ilha, todas belas
e selvagens, são ideais para os praticantes de mergulho,
pois suas águas oferecem uma boa visibilidade para observação
das várias espécies marinhas que habitam a região.
O presídio, inaugurado em 1908, recebeu presos políticos
da ditadura Vargas na década de 30. Em 1952, já com
presos comuns, houve uma rebelião (a maior evasão
de detentos da história penitenciária mundial), o
que provocou seu fechamento. Desativado, o presídio passou
a ser o ponto turístico mais visitado de Ubatuba. Para conhecer
as ruínas e outras maravilhas da ilha, como a Praia do Sul,
basta embarcar nas escunas que parte da marina do Saco da Ribeira
ou da Praia do Itaguá, que oferecem um bom serviço
a preços acessíveis.
Dentre todas as belezas, ainda existe o Projeto Tamar, que encanta
pelo belo trabalho de proteção às tartarugas.
Estes animais marinhos vivem em tanques e recebem cuidados de técnicos
especializados.
Visitar a Ilha Anchieta é antes de tudo um aprendizado. Vale
a pena conferir!
História
da Ilha
Habitada
por índios, dentre os quais, Cunhambebe, desde que se tem
conhecimento, a Ilha Anchieta recebeu os primeiros colonizadores
ingleses, franceses e holandeses aproximadamente no ano de 1600.
Suspeita-se que por volta de 1803 começaram as primeiras
construções do que mais tarde viria a ser o presídio
da então Ilha dos Porcos. Um pequeno destacamento do exército
português foi enviado à ilha para tomar conta das edificações.
Em 1850 a ilha serviu de base naval para cruzeiros ingleses encarregados
da caça aos navios negreiros.
No início de 1870 a ilha já estava bastante povoada
e tinha plantações de café, cana e até
engenhos de pinga.
Em 1905 a Ilha dos Porcos é escolhida para construção
de uma colônia penal pelo Presidente Afonso Augusto Moreira
Pena e pelo Governador Jorge Tibiriçá (Presidente
do Estado).
Em 14 de Fevereiro de 1907 é assinado e decretado o regulamento
do presídio e em Abril começam a chegar os primeiros
detentos. As atividades continuaram até 1914, quando, por
motivos políticos, o presídio foi desativado e transferido
para Taubaté. Apenas em 1928 a colônia penal da Ilha
Anchieta foi reativada, desta vez com mais importância dentro
do cenário penitenciário nacional. Nesse rumo, é
transformada em Presídio Político no ano de 1931.
Em 1934 o Presidente Getúlio Vargas, através de seu
interventor Armando Sales de Oliveira, altera o nome da ilha para
Anchieta.
No início da década de 40, acontecem reformas nas
edificações e um represamento de água potável
para a criação do Instituto Correcional da Ilha Anchieta,
quem em 1943 já abrigava 273 presos e serviu de presídio
para japoneses do movimento Xindô-Remei.
Em 1952 acontece a Grande Fuga. Sob a liderança de Pereira
Lima, Faria Lima, Diabo Loiro e China, 107 presos fogem do presídio,
abrindo caminho à balas pela praia num confronto que matou
8 soldados e 4 funcionários penitenciários. Foi a
maior evasão de detentos da História carcerária
mundial. Relatos de presos se entregando e, mesmo assim, sendo massacrados
até a morte e de presos fiéis ao presídio lutando
ao lado dos policiais são encontrados até hoje em
obras que tratam do assunto.
Em 1955 o presídio é desativado definitivamente e
apenas em 1969, por um projeto chamado FUMEST, suas ruínas
são transformadas em atração turística
pelo Governador Abreu Sodré Em 1984 o Governador Franco Montoro
decreta o local Parque Estadual da Ilha Anchieta. Até hoje,
a ilha é o maior pólo turístico de Ubatuba.
Em 1999, passou por uma reforma que recuperou instalações
de infra-estrutura turística.
PARQUE ESTADUAL
Um parque estadual
é uma área geograficamente delimitada, dotada de atributos
naturais excepcionais, objeto de preservação permanente.
Os parques estaduais destinam-se a fins científicos, culturais,
educativos e recreativos, cosntituindo-se bens do Estado e destinados
ao uso do povo.
O objetivo principal de um parque estadual é a preservação
dos ecossistemas e da diversidade genética. No caso do parque
da Ilha Anchieta, hoje integrado à rede de Unidades de Conservação
administrada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo
através do Instituto Florestal, a FUNDART apóia como
pode seus eventos e contribui com estudos sobre o local.
O parque ocupa a totalidade da ilha e, além de proteger as
riquezas naturais, preserva o rico patrimônio histórico-cultural
representado pelas ruínas do presídio e suas instalações.
Ao visitar a parte histórica do parque, o visitante contribui
com uma pequena taxa de ingresso de R$ 2,00, destinada à
conservação e melhoria da infra-estrutura e visitação.
Através de duas trilhas principais, a Trilha da Prainha e
a Trilha da Praia do Sul, o visitante percorre a Mata Atlântica
em seu formato original. A flora variada inclui árvores altas
como figueiras, capixinguins, guapuruvus e outras como ipês,
tapiás, palmiteiros e brajaúvas, todas com troncos
povoados por orquídeas, samambaias e cipós.
Diversos animais encontram abrigo e alimento nessa mata, como capivaras,
pacas, cotias, macacos-prego, sagüis, quatis, gambás,
lagartos, preguiças e tatus. Levantamentos científicos
constataram a presença de mais de 50 espécies de aves,
entre as quais, sabiás, juritis, tangarás, tiês-sangue,
coleirinhas, saíras, bem-te-vís, beija-flores, atobás
e gaivotas.
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